segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ao meu corpo...


Querido corpo,
Hoje e somente hoje em toda minha vida, me preocupo com você, com sua existência, te encaro como algo especial, interessante, digno de voz, expressão.
Engraçada a nossa trajetória juntos, eu a te educar, a seguir vontades, a treinar exaustivamente em busca de uma perfeição questionável que nunca ousei questionar. Até hoje.
Hoje te deixo ser. Te deixo ser livre. Te deixo existir sem tantas cobranças. Sem tanta dor.
Não consigo entender tamanha predileção que tive pelo controle de seus movimentos e em aperfeiçoar barreiras-limite como, por exemplo, o alongamento forçado. Como pude pegar você, uma criança tão pequena e te expor a tantas horas de treino por 10, 12 anos,... ? Como pude te expor a um técnico tão ruim que não estava feliz enquanto não te via chorar e que te prometeu as Olimpíadas mas que de verdade mesmo não te levou além dos portões do SESI e quando te levou, te deixou no banco, te xingou de incapaz, te fez inferior entre as outras, pelo simples fato de não “ir com a sua cara” (coisa que eu descobri de uma maneira muito dolorosa a bem pouco tempo atrás), te fez treinar 12 horas por dia,  mesmo quando seus joelhos não agüentavam, suas mãos em sangue e bolhas, seu corpo fadado a exaustão, mas, sempre com um sorriso em seu rosto e a vontade de estar agradando...
Você sabe bem tudo que passamos, você estava lá também mas, quero garantir com esta carta que você saiba que reconheço seu esforço, em especial nesta época tão dolorosa de nossa vida.
Sobrevivemos a tantas mas, só hoje, me recuperando de uma forte depressão, seguida de transtorno bipolar e mais algumas coisas mais, que percebo que nunca tivemos essa conversa amiga, pois sempre exigi tanto de você por me achar perfeito, por me achar superior a você, que me torturei por anos por algumas de suas falhas estéticas e erros de movimento...
Descobri que por querer tanto ser aceito, não te levei em consideração e te machuquei profundamente. E nem preciso nos lembrar da nossa adolescência, das dores, dos amores, e de tudo mais, você como sempre entendeu minhas vontades e me seguiu até onde pôde...
Hoje minhas cicatrizes e dores me lembram que sobrevivi a tudo e que preciso nos encarar juntos como esse ser inteiro, sem distinção de onde eu começo e onde você termina, pensando bem, será que essa divisão existe?
Te prometo não nos contrariar, vou deixar a voz escapar quando ela tiver vontade de gritar, de rir, de questionar, vou deixar você dançar, sem pensar em quem está em volta, sem ver os olhares de desprezo, só movimentos e expressões livres no espaço, prometo não nos criticar quando não estivermos afim de treinar porque estamos cansadas, prometo nos permitir comer, parar prá comer, temos esse direito, prometo que mesmo imperfeitos, graças a Deus, seremos felizes juntos.
Obrigado por me suportar, sei que não fui fácil, mas, serei mais leve.
Com admiração,
Seu cérebro.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tightrope.... Sobre as duas últimas postagens...

Meu, assista o vídeo, veja a letra, traduza e, sou eu traduzida em música!
Amo esse vídeo a bastante tempo, compartilho meus sentimentos com vocês atraves dele!!! 

A letra diz tudo!!!

TIGHTROPE (FEAT. BIG BOI) - Janelle Monáe (letra e vídeo)

TIGHTROPE (FEAT. BIG BOI) - Janelle Monáe (letra e vídeo): "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Janelle Monáe - Tightrope [feat. Big Boi] (Video)

Joga fora no lixo.....

To jogando tudo fora.
Tudo aquilo que não presta.
Tudo aquilo que não quero.
Tudo aquilo que não serve mais prá mim.
Chega de guardar coisas que não uso mais.
Chega de guardar coisas que não quero mais.
To jogando fora roupas, papéis, recibos, pessoas, ressentimentos, mágoas, tudo aquilo que entope minhas veias e me mata lentamente.
Decidi ser feliz.
Abro espaço para o novo.
E de quebra recebo coisas novas.
A felicidade enfim chegou.
É diferente ser feliz.
De uma maneira interessante não me preocupo mais em ser crítica com todas as coisas.
Ainda espero secretamente tudo ruir pois isso já é de costume em minha vida mas, sei que não será assim.
Me apaixonei de novo! 
Sim, pela vida!
Pelo meu marido!
Pelos meus novos e velhos amigos!
Pelo esporte.....(Um dia escrevo muito sobre esse trauma)..
Pelo meus 150 empregos..
Até da empregada estou gostando agora.
Acho que é porque agora sou eu eu eu eu!!!!!
Só faço o que quero, só tenho perto quem gosto, o resto, tá no lixo.
Como dançar todo sábado, é maravilhoso, eu sempre amei, a anos parei. Retomei meus passos de dança e me sinto livre, eu me amo quando danço, quando grito aquela música que amo pulando na pista, arrasando com meus amigos. Por mais ridícula que pareça aos outros, i don´t care, eu estou flutuando e, na minha empolgação, os outros flutuam comigo em outra esfera, viajo e me sinto elétrica!
Sabe que eu nem me lembrava de como era essa sensação, a de pulsar com a música, eu tinha descartado da minha vida, mas, reciclei a tempo de reviver, de ser feliz! Ai ai..